Termos de uso | Política de Privacidade | Fale Conosco
Página Inicial

 

Patrocínio

Usuários

Usuários Cadastrados:
Hoje: 0
Ontem: 0
Total: 1138
Último: JAIKABULO

Quem está online:
Visitantes : 6
Usuários : 0
Total: 6
Listar Usuários [pop-up]

Cadastre seu e-mail e receba gratuitamente as novidades

Entrar

Google
 
Cultura : A FANTÁSTICA FÁBRICA DE RAPADURA
Enviado por Alguiberto Morais em 07/11/2007 11:40:00 (11901 leituras) Notícias do mesmo autor

Luís Gomes – Com aproximadamente oito engenhos em pleno funcionamento, este município se destaca como uns dos maiores produtores de rapadura de cana-de-açúcar do Estado do Rio Grande do Norte.

De acordo com informações repassadas pelo técnico da EMATERN, Francisco Kergenilson, a produção diária de rapadura no município de Luís Gomes é de aproximadamente 12.000 mil unidades do produto num período de quatro meses, isso em anos de boa produtividade. Ele ainda informou que toda esta produção ocorre da forma mais ecológica e artesanal possível.


O cultivo da matéria-prima é feito totalmente manual, sem o uso de agrotóxicos ou máquinas agrícolas. O corte da cana também é feito manualmente com o uso de facões, sem que precise queimar a palha, prática que é muito usada por grandes usinas de produção de açúcar cristal. Talvez sejam estes o segredo para a boa qualidade do produto na serra de Luís Gomes.

Em uma visita que fizemos ao engenho do sr. José Pinheiro Sobrinho, 63, conhecido por Zezinho de Seu Chico, residente do sítio Serrinha, pudemos comprovar como funciona todo o processo de fabricação artesanal da rapadura. O proprietário nos informou que para produzir cerca 1.200 unidades de rapadura por dia, é preciso ter um contingente de mais de 15 operários, que são: dois tombadores, um pé-de-engenho, um bagaceiro verde e um bagaceiro seco, um boca-de-fogo, um mestre, um caldeireiro, um cachiador, três cortadores e três cambiteiros e ainda o auxilio de três animais para transportar a matéria-prima até o local da moagem.

O processo de produção da rapadura é bem sincronizado. Às 4h os cortadores começam no corte da cana que, em seguida, é colocada no lombo de mulas pelos cambiteiros e levados até os tombadores, estes, por sua vez, deixam quase nas mãos do pé-de-engenho, operário responsável pela introdução da cana nas moendas do engenho. O bagaceiro verde retira o bagaço de onde foi extraído a garapa e entrega ao bagaceiro seco, que o transporta até o pátio onde ficará secando para ser queimado no dia seguinte. Dispensando assim, o uso de lenhas para aquecer as caldeiras.

Um líquido de cor verde que sai das moendas e que é conhecido popularmente como garapa é transportado através de tubos até um local por nome de paró. De lá ele é conduzido até as caldeiras e através de um processo de fervura são eliminados as impurezas que recebem o nome tiborna. A partir daí a garapa começa a ganhar consistência e em seguida é transferida ao taxo principal, onde é dado o ponto final. Quando chega ao ponto ideal o líquido se transforma em um mel muito grosso e viscoso que é levado até a gamela para ser cachiada ou moldada a rapadura. Terminando assim, o processo de fabricação.

A quebra em qualquer ponto deste seguimento, resulta na parada total da moagem. Da moagem não se extrai só a rapadura, produtos secundários como: mel bruto, mel de dedo, batida, alfenim, tiborna e melaço são produzidos em menor escala por terem uma procura menos requisitada pelo mercado comprador.

Uma das dificuldades que os produtores vêm encontrando é com relação à venda dos produtos finais, que na maioria das vezes é preciso ficar estocado até que o preço possa cobrir as despesas com a fabricação.

Para o advogado Francisco Fontes Neto, proprietário do sítio Imbé, maior produtor de rapadura do município, a produção artesanal ainda está sendo viável, pois apesar do preço muito baixo e das dificuldades nas vendas, o produto ainda cobre as despesas com a fabricação e tira um pouco de lucro. Entretanto, é preciso guardar parte da produção para ser vendida na entre-safra, período em que o produto chega a valer cerca de R$ 130.00 a carga com cem unidades. “Apesar das dificuldades, a produção ainda é viável e lucrativa. Mas para ser ter um bom lucro, é preciso estocar e esperar a entre-safra do produto”, disse.

Já para o representante comercial do ramo, Luiz Ferreira Gomes, a rapadura artesanal já foi um produto muito bom de venda, mas com a diversidade de doces industrializados que estão sendo oferecidos nas gôndolas dos supermercados, tem perdido espaço na mesa dos agricultores, principais consumidores do produto.

Créditos:
Texto: Alguiberto Morais
Fotos: Francisco Morais
Matéria sugerida pela professora Solange Batista.

Veja álbum de fotos: Clique aqui

Classificação: 9.00 (16 votos) - Classifique esta notícia -


Outros Artigos
29/07/2014 16:06:44 - SMART - Mercantil Araújo
06/03/2014 09:00:00 - CENTRO DIGITAL INFORMÁTICA
22/01/2014 09:50:39 - Previsão aponta para mais um ano de seca no Nordeste do Brasil
03/12/2013 12:00:00 - Luís Gomes irá receber dois médicos do Programa Mais Médicos
25/10/2013 16:00:00 - CHÁCARA JADER TORQUATO ESTÁ À VENDA



Marcar este artigo como favorito neste site

                   

Nossa gente!

pic 0049

pic 0049